O dia 8 de fevereiro de 2021 marca os dois anos da tragédia que atingiu o Flamengo e toda comunidade do futebol, com o incêndio que vitimou 10 jogadores da base do clube em alojamento do Ninho do Urubu, em Vargem Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. O vice-presidente Rodrigo Dunshee respondeu sobre o que mudou no dia a dia no Ninho em relação à segurança dos garotos no CT desde então. Não há motivo para preocupação, garantiu.

– O Flamengo fez um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) junto ao Ministério Público. Esse termo prevê uma série de providências e exigências para atendimentos menores, desde ambiência, alimentação, a necessidade de dois monitores 24 horas por dia… Então, assim, hoje em dia o Flamengo tem um CT que é um CT modelo, em aspectos estruturais, e os serviços são totalmente fiscalizados pelo Ministério Público, com exigências altas. Portanto, ninguém precisa ter preocupação, e nem nós temos preocupação de que possa vir a acontecer alguma coisa, pois o nível de controle é muito alto – disse ao L!.

Em janeiro, o Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou Eduardo Bandeira de Mello, ex-presidente do Flamengo (2013-2018), e outras dez pessoas, pelo crime de incêndio culposo qualificado pelos resultados morte e lesão grave – denúncia aceita pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro em 20 de janeiro.

Questionado pelo LANCE!. Dunshee não soube precisar se, neste momento, há um processo interno de apuração acerca das responsabilidades no incêndio.

– Considerando que esse tema é um crime e que estava sendo apurado pela autoridade policial, o Flamengo entendeu que não era o caso de o próprio Flamengo investigar uma situação criminosa que estava sendo apurada pela polícia. Tenho conhecimento que algumas pessoas (dentro do clube) pediram apuração, mas ainda não tenho conhecimento se foi aberto ou não algum inquérito. Acho que, realmente, esse assunto precisava pelo menos ter a conclusão policial, o que ocorreu recentemente, e a denúncia do Ministério Público. Então, penso que agora, talvez, seja o momento que possa vir a ter, mas não tenho conhecimento de nenhum inquérito – finalizou o VP do Fla.

Rodrigo Dunshee é vice-presidente geral e jurídico do Flamengo desde o início da gestão de Rodolfo Landim, cujo mandato foi iniciado em janeiro de 2019.

O incêndio que atingiu o alojamento das divisões de base do Flamengo, em 8 de fevereiro de 2019, no Centro de Treinamento do Ninho do Urubu vitimou Athila Paixão (14), Arthur Vinícius (14), Bernardo Pisetta (14), Gedson Santos (14), Jorge Eduardo Santos (15), Pablo Henrique (14), Rykelmo de Souza (16), Samuel Thomas Rosa (15), Vitor Isaías (15) e Christian Esmério (15).

Por: LANCE: Lazlo Dalfovo e Matheus Dantas

1 COMENTÁRIO

  1. Não concordo com a desculpa do Rogerio sobre as substituições serem tardias. O time tinha obrigação de ganhar esse jogo, e só não ganhou por causa da burruci dele, de deixar um goleador como o Pedro no banco de reservas até 42 minutos segundo tempo. Deveria ter mexido já nos vinte e poucos minutos do segundo tempo. Como um jogador sair do banco de reservas no finalzinho do jogo, vai conseguir produzir alguma coisa? Perdemos a Libertadores e a Copa do Brasil por culpa dele. Na Libertadores sabendo que o jogo se houvesse empate e nos trinta minutos de prorrogação se o empate continuasse iríamos para os penaltis, ele tira justamente dois jogadores que batem muito bem, o Everton Ribeiro e o Arascaeta. Esse cara quer ganhar alguma coisa, fazendo uma lambança dessa? Fala sério. Na Copa do Brasil nem me lembro mais o motivo, mas tenho certeza que foi por causa de uma burrada dele, pois é mais o que ele sabe fazer. Por favor, não deixe ele ser técnico para 2021, senão vamos morrer na praia como foi em 2020.

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