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O estafe do atacante Gabigol, do Flamengo, vai seguir com processos contra a Globo por conta da inclusão de imagens do jogador em um cassino clandestino em São Paulo no documentário “Predestinado”. A estratégia agora é uma ação por quebra de contrato e danos materiais, baseando-se no acordo que Globo e Gabigol tinham para a produção do Globoplay.

A coluna apurou que o processo movido, que inicialmente tentava a liminar para impedir a estreia do último episódio da produção no mês de março, deixou de ter caráter de urgência e passará a tramitar normalmente na Justiça do Rio de Janeiro. Uma juíza será designada para julgar a ação em primeira instância. Ainda não há previsão para a ação ser novamente julgada.

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A equipe de Gabigol alega descumprimento contratual e danos morais à imagem do jogador. O valor previsto para multa é o mesmo que a empresa 4Comm/Gabigol Esportes Ltda., que cuida da carreira do atleta, pediu para a Justiça caso a liminar inicialmente solicitada fosse concedida: R$ 2 milhões.

A movimentação é praxe na Justiça brasileira quando uma “tutela antecipada”, como é chamado juridicamente o pedido de liminar antes do julgamento em primeira instância, não é concedida. Procurada pela coluna, a equipe do jogador Gabigol preferiu não comentar.

O maior argumento da equipe de Gabigol é que as imagens de Gabigol no cassino clandestino foram colocadas sem aviso prévio. O UOL Esporte teve acesso ao contrato entre Globo e Gabigol para a produção de “Predestinado”. Cláusulas previam aprovação da equipe do jogador e sua família e existia um acordo da TV para que o documentário tivesse caráter de homenagem. A Globo afirmou que a inclusão das imagens no cassino não mudava esse caráter.

O que incomodou o estafe de Gabigol foi a forma como foi feita a inclusão do trecho. A Globo prometeu uma homenagem ao atacante nas negociações para a produção do documentário. Um exemplo disso foram as atualizações feitas após a conquista do Campeonato Brasileiro.

Ainda em março, quando estava de férias, Gabigol recebeu a equipe do Globoplay na casa do seu empresário, em São Paulo, e falou sobre o oitavo título nacional do Flamengo. A inclusão do assunto cassino foi considerada “traição”, como o próprio pai de Gabigol, Valdemir Barbosa, disse em texto sobre o assunto enviado no mês passado para a coluna.

Retirado de: UOL

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