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Um fato lamentável, tirou o foco do grande futebol apresentado por Flamengo e Bahia, neste domingo(20), no Maracanã. O rubro-negro saiu vitorioso da partida pelo placar de 4 a 3, porém um ato de racismo melou o que poderia ser um dos maiores jogos do campeonato. Durante o segundo tempo, Gerson alegou que o meia do clube baiano, Ramirez teve atitude racista, quando o colombiano falou: “Cala a boca, negro”.

Após a partida, o volante do Flamengo, se manifestou nas redes sociais:

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+ Na súmula, àrbitro explica expulsão de Gabigol e acusações de racismo à Gerson

VEJA O TEXTO NA ÍNTEGRA:

“Amo minha raça e luto pela cor.”

O “cala boca, negro” é justamente o que não vai mais acontecer. Seguiremos lutando por igualdade e respeito no futebol – o que faltou hoje do lado contrário. Desde os meus 8 anos, quando iniciei minha trajetória no futebol, ouço, as vezes só por olhares, o “cala a boca, negro”. E eles não conseguiram. Não será agora.

“Não basta não ser racista, é preciso ser antirracista”. Não adianta ter o discurso, fazer campanha, e não colocar em prática em todos os aspectos da vida, inclusive dentro de campo. O futebol não é algo fora da sociedade e um ambiente onde barbaridades como o “cala a boca, negro” podem ser aceitas.

É uma pena nós, negros, termos que falar sobre isso semanalmente e nenhuma atitude no esporte ser tomada a respeito. E é mais triste ainda ver a conivência de outras pessoas que estão dentro de campo e que minimizaram e diminuíram o peso do ato de hoje no Maracanã. É nojento conviver com o racismo e ainda mais com os que minimizam esse crime.

Não vou “calar a minha boca”. A minha luta, a luta dos negros, não vai parar. E repito: é chato sempre termos que falar sobre racismo e nada ser feito pelas autoridades.

Racismo é crime. E deve ser tratado desta maneira em todos os ambientes, inclusive no futebol.

Não me calaram na vida, não me calaram em campo e jamais vão diminuir a nossa cor.

Vale destacar que no Brasil, racismo é crime previsto na LEI Nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, que prevê punição para casos resultantes de discriminação ou preconceiro de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional, com pena que projeta reclusão de dois a cinco anos.

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